10 de abril de 2012

Greetings from the greenies

Eu achei tão legal que as pessoas entenderam meu drama do post anterior, e comentaram e tudo!  Obrigada gente! Mas aos que se sensibilizaram com a minha história (HAHAHA), trago boas novas. Me mudei de novo no ínicio de fevereiro, e estou morando com mais quatro meninas que são uns amores. Continuo dividindo o quarto, mas adivinhem só? 

Tenho uma mesa! A mesa é meio capenga,até já desmoronou HAHAH mas abriga meus livros e tralhas, e já consegui trabalhar bastante nela! Esse apartamento é de longe meu preferido, tem feito toda diferença na minha vida, além do que amos minhas flatmates. 

AGORA a parte esquisita é que mês que vem eu volto para o Brasil! (haha agora que me achei). Mas é por uma boa causa, porque em agosto se tudo der certinho estou de volta para Irlanda, para estudar mais, mas quando eu voltar vai ser outra vida, provavelment não vou mais morar no centro de dublin, e quem sabe terei meu TÃO SONHADO, quarto single.

Assunto Nº 2:
 
Já que estou indo para casa em maio, to tentando aproveitar mais um pouquinho da Irlanda, na "primavera". Sério gente, é só eu ir para o interior ( diga-se meia hora de trem ou onibus, LONGE né?), fico morrendo de vontade de viver aqui para sempre.
Ontem eu fui com meus amigos para uma cidade vizinha que tinha um parque maravilhoso e muito verde, e uma casa georgiana de gente rica para visitação. Mesmo com tempo meio nublado chuviscoso, foi uma delícia! Esse país é completamente mágico, fico cada dia mais feliz por poder estar vivendo aqui <3






20 de fevereiro de 2012

Sharing issues

Quando eu decidi vir para Irlanda, como estudante/intercambista/pobre, eu sabia que teria que dividir apartamento com pessoas desconhecidas, e tal. Mas eu nunca tinha parado para pensar em como seria isso na prática. A única coisa que eu pensei foi "oras, vivi boa parte do tempo com as minhas irmãs, não vou ter frescura" certo? Not. Eu descobri que sou muito mais apegada a espaço  e  objetoss que eu imaginava. O meu quarto no Brasil, não é muito grande, e os móveis são os mesmos desde que eu sou criança, tá longe de ser meu ideial decorativo, mas é meu. Acho o que to ficando velha, e ranzinza, então pequenas coisas começam a irritar MUITO. Pequenas coisas, coisas mínimas. Tem dias de que só de ouvir alguém abrindo a porta eu fico furiosa por dentro (me sinto muito bitch por isso, mas fazeroque).

Desde que cheguei aqui, me mudei 3 vezes Primeiro fiquei na acomodação estudantil, depois morei em dois apartamentos. Eu sempre morei na mesma casa no brasil (exceto por um período de 6 meses que morei em floripa), então mudar 3 vezes, em quatro meses, é muita mudança na minha cabeça. No começo eu pensei "yay isso é uma aventura", mas affe, eu nao sou uma pessoa de aventuras, eu entro em pânico. 

Para vocês entenderem, na minha casa moram mais 4 pessoas, sendo que é o segundo mês que estou aqui, mas, 3 pessoas já vão se mudar, e outras 3 pessoas estranhas entrarão.

É uma sensação muito esquisita, na verdade nunca parei pra pensar que a saudade  de casa, seria literalmente da minha casa.


Minha estante e meu gato :~
 
E a parte chata, é que isso afeta diretamente no meu trabalho. Eu não sou a pessoa mais disciplinada do mundo, então  ter que trabalhar na cama pra mim é uma guerra interna constante. Eu acabo dormindo muito, porque parece ser a coisa mais confortável. Então me sinto culpada, porque afinal sou saudável, tenho computador e tempo, trabalhar na cama não deveria ser tão ruim assim. E EU FICO nesse ciclo eterno de culpa e sono. Por sorte, minha amiga Tarsila empresta o escritório dela, e toda semana vou lá com minha mochilona, meu computador e alguns doces para .trabalhar .

Mas eu continuo me sentindo nômade, e sei que é uma vida temporária, mas acabei descobrindo aqui também, que eu to ficando velha, mas cada vez mais mimada e impaciente.


7 de janeiro de 2012

New year Resolutions

Uma reunião de resolutions virtuais, que tem me inspirado.

"May your coming year be filled with magic and dreams and good madness. I hope you read some fine books and kiss someone who thinks you’re wonderful, and don’t forget to make some art — write or draw or build or sing or live as only you can. And I hope, somewhere in the next year, you surprise yourself." (Neil Gaiman)



roubadas descaradamente do missmoss

E minha amiga de twitter Aline (@266), me mandou isso aqui:

 Por algum motivo, essas últimas semanas tenho escutado igual uma doida o álbum do incubus que leva quase esse nome (If not now, when?) 

 

E minha outra amiga Tarsila, me mandou esses dias esse podcast muito legal :)


Acho esse positivismo de ano novo muito útil, acredito que por mais díficil que seja, a gente sempre pode melhorar um poquinho.



31 de dezembro de 2011

Ano novo e inferno astral

Acho desde que eu entrei na "pré-adolescência", toda minha tentativa de comemorar o ano novo foi frustrada. Não sei se porque o verão sempre me deixou desconfortável, ou porque o tipo de bagunça que as pessoas costumam gostar de fazer no ano novo sempre me fez sentir muito inadequada, por não entender : COMO ASSIM CALOR E BARULHO SÃO LEGAIS?. Uns três anos pra cá, eu tentei entrar na onda, usar roupa e branca, pular as ondinhas,  "beber pra esquecer", comer lentilha, etc. mas não teve jeito algum. Toda vez que bebi na virada, comecei as primeiras horas do ano passando mal, a roupa branca ficou esquecida no armário, e acabava de ressaca e arrependida por ter criado qualquer expectativa, ou investido dinheiro nessas tentativas (entre diversas outras coisas desagradáveis que melhor nem comentar). 
Desde então é só eu começar a ouvir os fogos de artíficio que toda a sensação esquisita vem à tona.Deve ser mesmo porque são 5 dias antes do meu aniversário, inferno astral FERVENDO.

Esse ano,apesar de já estar me matando de saudades da minha família -gato -cachorra -meu quarto-meus livros- estou feliz por estar em Dublin, onde o ano novo é silencioso e frio, onde se eu quisesse a data poderia passar "em branco" (hahahaha) e eu nem perceberia.

Eu decidi não planejar nada, no fim meus amigos me convidaram pra um jantar tranquilinho, planejado hoje mesmo,com comidinhas e afins-  e ainda de quebra vou usar um vestido que me dá "azar" pra ver se eu consigo anular a maldição da minha "virada".

Não que eu despreze a idéia do ano novo num total, afinal eu adoro rituais , só que esse definitivamente não é o meu feriado. De qualquer maneira, amanhã vou começar a fazer minha listinha de desejos e planos para 2012 , afinal no 1º dia do ano passado, eu decidi vir para Dublin, E VOILÁ, aqui estou :)

De qualquer maneira feliz ano novo para quem ler esse post :)






7 de dezembro de 2011

Confundiu Dublin com Austrália

A gente ouve de tudo nessas vidas de intercambio. Mas uma coisa que eu ouvi algumas boas vezes foi um papo assim: "Queria ir para Austrália mas só podia pagar Dublin, então meu intercâmbio é uma droga porque mimimi" ,a mesma situação se repete para lugares como Londres (Londres, não Inglaterra), EUA, Canadá e todos esses. Sério gente, se fizer uma pesquisa breve no google (tá nem precisa), dá pra saber que todos esses lugares SÃO TOTALMENTE DIFERENTES,e né nem precisa dizer que isso vai refletir diretamente na vida que você vai levar né?  Não dá pra fazer essa "pequena troca" e achar que tudo jóia. Como se exterior fosse uma coisa só.

Eu vejo um monte de gente desmerecendo a cidade só porque é mais barato vir pra cá, ou pensando da maneira clássica : "AH então, essa não era a minha primeira escolha, vim aqui "por acaso" por isso não estou aproveitando, MIMIMIMIMI eterno". SERIO GENTE?

19 de outubro de 2011

Nice People & Disney Effect

Ontem eu e minha nova amiga de intercambio (Michelly) fomos para escola a pé, é uma boa caminhada (cerca de 40 minutos) e apesar de ser um caminho extremamente simples, a gente ficou meio perdida, e teve que pedir informação. Não sei o que é pior, não entender ou não ser entendida, porque alguns irishs tem um sotaque muito complicado (especialmente os mais velhos, que incrivelmente são os mais dispostos a ajudar).
O primeiro senhorzinho, foi mais claro, só faltou levar a gente até o lugar. O segundo, era impossível de compreender, e o pior, é que ele ficava tão frustrado de não poder ajudar a gente que explicou umas 4 vezes, fazendo gestos,super querido. No fim chegamos até a escola, sã e salvas e no horário, e conseguimos conversar bastante com a professora (que é super divertida e bonita!) , o que alivou um pouco minha frustração comunicativa.
Na volta a gente passou na loja da disney, que não é muito grande, mas como eu nunca havia entrado em uma loja da disney fiquei excessivamente afetada, querendo abraçar todas as criancinhas de dentro da loja e comprar presente pra todo mundo. Me agarrei num mini Stitch de pelúcia, e ficamos zanzando pela loja por um tempo. Até que subimos no segundo andar, que estava passando Rei Leão (a cena do nascimento do Simba) , e por algum motivo lembrei: 


Apesar de eu só estar longe de casa faz 3 dias, não tem como eu entrar numa loja da Disney e não lembrar das minhas irmãs e da minha casa, e toda minha infância com elas, e meu pai ás vezes fazendo todo esforço do mundo para conseguir um video cassete emprestado, para fazer cópias dos vídeos alugados da locadora (pirataria desde a infância). No fim não comprei o Stitch de pelúcia,porque pensei "esse dinheiro vale dois almoços" e sai da loja,mesmo assim me sentindo muito melhor.

27 de setembro de 2011

Aventuras

Segunda-feira eu precisei ir no Sindicato  do vestuário para assinar minha recisão (don't ask). O tal sindicato, fica num prédio bem no centro da cidade , é um desses prédios antigos que tem de tudo (padaria no primeiro andar, consultório dentista, advogados etc.). Tem poucos andares, mas a escada é caracol (~medo~) então decidi subir de elevador.  Eu entrei no elevador, ele se movimentou e abriu as portas e eu sai sem conferir qual andar estava. ENTÃO DAI QUE o elevador parou, numa salinha pequena,  bem em frente de uma porta escrito SAÍDA. GENTE tem coisa mais assustadora que uma porta que não abre? Tem como não pensar que atrás dela tem um monstro, um cara fantasiado de gorila, ou um buraco negro? 
 A única saída era e a bendita escada caracol, tão assustadora quanto a porta~~ que para ajudar estava escura e parecia não dar em lugar nenhum. Tentei abrir a porta trancada, enquanto apertei o botão do elevador umas 90x, comecei a ficar meio tonta e sem ar, e depois de alguns minutos (que duraram uma eternidade) arrumei toda coragem que tinha e decidi subir a escada caracol sem fim e escura. Depois de ter subido meia dúzia de degraus me segurando firmemente no corrimão (que era ridículo de frágil) eu ouço o elevador descendo, e um grupo de pessoas falando. Desci a escada, e consegui perguntar que andar estava. Um senhor me respondeu "O SUBSOLO CLARO". 
Aparentemente, a porta misteriosa dava para o estacionamento (descartando todas as outras hipóteses assustadoras) e o mesmo senhor tinha a chave da tal porta. Eu ainda meio confusa perguntei "como que eu faço para ir para o 5º andar?" e ele respondeu meio zombando "chama o elevador ué" eu disse para ele, (desesperada por dentro) que tinha chamado o elevador muitas vezes, “AH mas é só apertar aqui ó” (como se eu tivesse apertado o único botão de maneira errada). Sai de lá sã e salva, mas sério foi tenso.
DEPOIS refletindo, eu lembrei dos filmes de terror, e qualquer coisa assim, quando a gente sempre vê a vítima fazendo algo terrivelmente estúpido indo direto para armadilha, e não entendemos como alguém em sã consciência faria aquilo.Acho que não vou mais julgar os mocinhos e mocinhas burras,  esse tipo de coisa acontece o tempo todo , sorte que não tem tanto serial killer, aliens etc, por ai.